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Espinhas: o que é acne, porque ocorre e como lidar

16 de novembro de 2021 | Por: Redatora E aí, rolou?

Elas normalmente aparecem nos momentos que achamos mais impróprios e nos sentimos como se estivéssemos com um holofote chamando toda atenção para as temidas espinhas na adolescência

Mas fique calma: é possível aprender a lidar melhor com elas e cuidar da nossa pele para prevenir o seu aparecimento ou tratá-las quando surgirem.

Vamos conferir melhor o que é acne, o que causa as espinhas e, principalmente, como tratar a nossa pele.

Entenda o que é acne

Acne é uma lesão que aparece na pele quando ocorre a produção excessiva de sebo pelas glândulas sebáceas. O que acontece é que, com esse aumento, a oleosidade da pele fica mais intensa e obstrui os poros, aumentando a proliferação de bactérias

Como consequência, aparecem comedões, que popularmente chamamos de cravos. Quando esses comedões inflamam, ocorre a chamada espinha.

Os locais mais comuns para seu aparecimento são no rosto, nos ombros, no peito e nas costas, pois possuímos mais glândulas produtoras de sebo. A acne frequentemente aparece em pessoas com pele mais oleosa e também durante a adolescência, devido ao desequilíbrio hormonal provocado pela puberdade.

Apesar de ter maior prevalência nos jovens, adultos não estão livres desse incômodo e também sofrem quando elas aparecem. A acne pode aparecer em qualquer tipo de pele: oleosa, mista, normal e seca.

Tipos de espinhas e cravos

A acne é uma lesão que se manifesta na pele, desde o aparecimento de pequenos pontos enegrecidos ou esbranquiçados até uma inflamação mais profunda.

Essa condição pode ser classificada da seguinte forma:

Acne não inflamatória:

  • Grau 1 – acne comedônica. Caracterizada por “cravos” abertos ou fechados, principalmente nas regiões da testa, nariz e bochechas;

Acne inflamatória:

  • Grau 2 – acne pápulo-pustulosa. São lesões mais elevadas, avermelhadas e mais  dolorosas, que podem ou não ter secreção amarelada no seu interior;
  • Grau 3 – acne nódulo-cística. Nódulos inflamados, muitas vezes chamados de espinhas internas, podem ter pus no seu interior;
  • Grau 4 – acne conglobata. Apresenta lesões maiores, com alta saída de secreção e mais de um nódulo inflamado, bem próximos uns dos outros. Tem boa chance de formar cicatrizes na pele;
  • Grau 5 – acne fulminante. Caracteriza um processo inflamatório mais intenso na pele, que pode causar febre, mal estar e dor muscular. Além disso, a possibilidade de deixar marcas e cicatrizes na pele é alta. É o tipo mais grave e raro.

Mas é importante ter consciência de que a acne é um problema que pode ser inofensivo, provocado pelo excesso de sebo e que, com cuidados adequados, logo desaparecerá. Entretanto, também pode ser uma condição mais séria, até mesmo crônica.

Então, é essencial cuidar bem da sua pele e tomar providências para evitar o agravamento das espinhas, ou, se possível, para que elas não apareçam. 

Além disso, seja uma situação mais inofensiva ou um grau mais severo, o tratamento deve sempre ser acompanhado por um dermatologista, que saberá indicar a melhor abordagem para eliminar e tratar os cravos e espinhas.

Diferença entre espinhas internas e externas 

Chamadas de pápulas eritematosas inflamatórias, as espinhas internas, que são lesões que não apresentam secreção amarelada visíveis. De maneira oposta ao que acontece com a espinha externa, que evolui para a erupção, ficando com aquele pontinho branco aparente.

A causa da acne interna é a mesma da externa: entupimento das glândulas sebáceas em decorrência do acúmulo de sebo. Então, a diferença é que na espinha interna o excesso de sebo é tão grande que obstrui totalmente os poros, impedindo a saída do pus. Por isso, é bem normal que elas provoquem dores e incômodos mais intensos. 

Espinhas na adolescência

A adolescência é um período de intensas alterações hormonais. Alguns desses hormônios provocam o aumento na produção de sebo nas unidades pilossebáceas. Dessa forma, a pele fica mais oleosa, o que desencadeia o aparecimento de cravos e o processo de inflamação da acne. 

Entretanto, espinha não é só coisa de adolescente, podendo acontecer também em adultos de qualquer idade. Conheça quais são as principais causas.

O que causa espinhas?

A principal causa de cravos e espinhas é o excesso de oleosidade nas glândulas, que provoca entupimento dos poros. Entretanto, outros fatores podem se juntar à oleosidade, provocando quadros mais recorrentes e/ou intensos de acne, como, por exemplo: Desequilíbrio hormonal;

Hiperqueratinização folicular (proliferação exagerada de queratinócitos, células da pele);

Proliferação de bactérias;

Resposta imunológica e inflamatória;

Não tirar a maquiagem antes de dormir;

Falta de rotina de limpeza da pele;

Uso de determinados medicamentos, como corticóides, por exemplo;

Exposição em excesso à radiação ultravioleta;

Alimentação inadequada, que pode provocar o aumento da oleosidade da pele;

Estresse, que estimula o desequilíbrio hormonal;

Período pré-menstrual, que pode desequilibrar os hormônios do corpo.

Como tratar as espinhas?

Bom, mas afinal, como tratar as espinhas? Quando elas aparecem, a gente quer logo se livrar delas. Mas a nossa dica aqui é também a mais difícil de seguir: resista à tentação e não esprema espinhas! 

Espremer as espinhas pode aumentar a inflamação, piorando o quadro e elevando a possibilidade da acne provocar cicatrizes na pele.

O recomendado é fazer um tratamento pontual da espinha para reduzir o tempo de vida dela. Isso pode ser feito com o uso de um produto secativo, indicado pelo dermatologista e conforme sua orientação. O excesso no uso de produtos para acne pode ressecar a sua pele e, em alguns casos, provocar queimaduras químicas. Então, siga as orientações! 

Para diminuir a vermelhidão, você pode usar uma compressa de água fria ou aplicar gelo envolto em um tecido por alguns minutos. O gelo é anti-inflamatório e pode desinchar um pouco o aspecto da acne.  

Vale lembrar que o estresse pode provocar o desequilíbrio hormonal. Então, nada de ficar estressada e nervosa por causa da espinha, ok?! 

Além disso, todo mundo já passou ou vai passar por isso na vida, claro que em graus diferentes de severidade. É natural ter espinhas, por isso, tente se tranquilizar e tratar adequadamente sua pele. 

Para encontrar o melhor tratamento, é fundamental fazer uma consulta com um dermatologista. E nunca compre remédios ou produtos para acabar com as espinhas sem orientação médica.

Como prevenir a acne?

Cuidar com carinho da pele é a melhor forma de prevenir cravos e espinhas. Por isso, uma limpeza diária na pele, protetor solar e produtos adequados para o seu tipo de pele são imprescindíveis para ter a pele bonita e hidratada.

O primeiro passo é consultar um dermatologista para descobrir o seu tipo de pele. Isso é importante para definir quais os melhores produtos para limpeza e hidratação.

Além disso, algumas dicas de cuidado para o dia a dia são:  Crie uma rotina de limpeza e hidrate bem a pele;

Cuidado como efeito rebote: lavar demais o rosto durante o dia pode aumentar a oleosidade da pele;

Use protetor solar: se você tem pele oleosa e/ou acneica, o ideal é usar fotoprotetores oil-control ou livre de óleos;

Cuide bem da alimentação: evite consumir alimentos gordurosos, tipo fast-food e com excesso de açúcar.  

Aposte em uma dieta rica em cálcio, fósforo, magnésio, vitaminas A e B2 (que auxiliam no controle da oleosidade), C (que é antioxidante e anti-inflamatória) e B6 (que ajuda a normalizar o metabolismo hormonal);

Beba muita água ao longo do dia;

Devido à influência do período menstrual para o aparecimento de espinhas, outra ação que pode diminuir a acne é o uso de anticoncepcional oral.

A pílula pode ajudar a controlar seu fluxo menstrual e a reduzir as espinhas, entre outros efeitos positivos que pode ocasionar. 

Para tirar todas suas dúvidas e saber a melhor forma de tratar suas espinhas consulte com um dermatologista.

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Por: Redatora E aí, rolou?


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