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Estou muito triste, o que fazer?

30 de setembro de 2020 | Por: Redatora E aí, rolou?

“Estou muito triste.” Você já disse essa frase? Ela é bastante comum, afinal de contas, a tristeza é um sentimento tipicamente humano. Além disso, tem dias que estamos ótimos e tem dias que não estamos tão bem, e isso é perfeitamente normal.

A tristeza é uma emoção como qualquer outra, como a alegria, o entusiasmo e outras. 

Porém, a sensação de tristeza e angústia constantes podem ser sintomas de um problema: a depressão.

Vamos entender um pouco mais sobre ela, como funciona, qual é o tratamento e como lidar com essa patologia da melhor forma possível. Confira!

O que é depressão?

Também chamada de Transtorno Depressivo, a depressão é um problema de saúde mental sério e pode afetar negativamente todas as áreas da sua vida. O termo depressão também tem sido usado para designar um estado emocional normal: a tristeza.

Você já não consegue mais ter bons momentos em família, sua produtividade do trabalho cai drasticamente, você não quer nem mais sair da cama. Perde-se o interesse pela maioria das atividades do dia a dia, o que pode gerar uma torrente de problemas generalizados.

Quais as causas da depressão?

Ainda não se sabe exatamente o que causa a depressão, mas acredita-se que pode ser a combinação de diversos fatores.

Um deles é o fator genético, pois pessoas que possuem familiares de primeiro grau, como os pais, têm um risco de até duas vezes maior de desenvolver a depressão.

Na depressão, pode haver uma queda na produção de neurotransmissores importantes, aqueles que dão a sensação de prazer e bem-estar, como a serotonina e a dopamina. Pessoas com depressão normalmente têm uma produção desses neurotransmissores abaixo do considerado ideal, a produção é menor quando comparada a pessoas que não têm o transtorno.

São neurotransmissores que interferem em funções vitais do nosso dia a dia como o humor, o sono, a atividade motora (o movimento) e também o apetite. 

Os sintomas podem aparecer a partir de algum tipo de gatilho, se a pessoa já tiver uma predisposição genética para o transtorno, fazendo com que se inicie os sinais e sintomas da depressão. Mas, muitos indivíduos podem ter esses sintomas iniciados sem uma causa aparente ou significativa. Por isso, é sempre importante entender que a depressão é um transtorno que atinge cada pessoa de uma maneira muito singular.

Trata-se de fatores estressantes como a morte de alguém amado, um acidente, doença na família e até mesmo o parto pode desencadear o problema. Cada pessoa lida com diferentes demandas, e assim, o gatilho pode ser diferente para cada um.

Há fatores de risco?

Além do fator genético, há sim outros que contribuem para o desenvolvimento da depressão. Alguns deles são: Alterações hormonais presentes nas mulheres (como na gestação e após o parto);

Dependência de álcool e drogas;

Passar por situações angustiantes, como a perda de um ente querido;

Efeitos colaterais de determinados medicamentos;

Algumas doenças físicas

Quais os principais sinais e sintomas da depressão?

A depressão pode apresentar sinais e sintomas emocionais e físicos. 

Vejamos quais são os outros sinais e sintomas que a depressão costuma desencadear.

Um dos sentimentos mais comuns é a sensação de tristeza, que pode não aparecer sozinha e normalmente vem, de fato, acompanhada. Nesse caso, os sentimentos de culpa e de autodesvalorização podem aparecer. Na mente de uma pessoa com depressão, a sensação que se tem é que ela perdeu a total capacidade de sentir prazer ou qualquer tipo de alegria.

O sono também costuma ser prejudicado, assim, pessoas com depressão podem apresentar problemas para dormir por muito tempo. É possível também que ocorra a hipersonia, ou seja, excesso de sono o que também atrapalha na qualidade de vida. Há também uma redução da libido e consequente redução do interesse sexual.

Pode ocorrer também um problema com o apetite, que pode reduzir — o que acontece na maioria das vezes — mas também pode aumentar. 

Diante do profundo sentimento de tristeza que é causado pela depressão, os indivíduos acometidos costumam, em alguns casos, se sentir um peso na vida dos familiares e acreditam que a morte seja a melhor forma de resolver o problema. É aqui que há um grande risco de a pessoa cometer suicídio.

Como funciona o tratamento da depressão?

A depressão é uma doença crônica, a qual pode ter-se a remissão total dos sintomas, mas é necessário estar atento, caso alguns sintomas voltem a se manifestar. Assim, quem tem o transtorno pode viver uma vida completamente normal, se seguir as orientações médicas.

O tratamento se dá por meio de sessões de psicoterapia, obtenção de apoio de familiares e amigos, e, em determinados casos, pode ser necessário o uso de medicamentos prescritos pelo psiquiatra. Quase 100% dos pacientes apresentam remissão total dos sinais e sintomas da depressão após o tratamento.

Nesse momento, a presença e o apoio de familiares e amigos é fundamental, bem como um alinhamento e uma relação sincera e de apoio com seu médico e terapeuta. Além disso, é de extrema importância fazer a utilização correta dos medicamentos, se houver prescrição.

Combinando esses âmbitos do tratamento, o paciente pode chegar à remissão total dos sintomas depressivos.

Assim, sempre que pensar “estou muito triste”, faça uma análise dessa tristeza. Quais são os reais sentimentos? Há motivos para essa tristeza? Quanto tempo ela dura? Quanto está afetando a sua qualidade de vida? Dessa forma será mais fácil identificar se há ou não uma real necessidade de marcar uma consulta psiquiátrica e/ou buscar um psicólogo e investigar o que está por trás disso.

Compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais e ajude muitas pessoas que podem estar com depressão e não fazem a menor ideia de como buscar ajuda!

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Por: Redatora E aí, rolou?


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