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Câncer de mama: conheça causas, sintomas e tratamento

17 de novembro de 2020 | Por: Redatora E aí, rolou?

Com certeza, você já ouvir falar sobre esta doença, mas você sabe o que é câncer de mama? O câncer, como um todo, é o crescimento das células no nosso corpo de forma desordenada. O natural do corpo humano, quando não há câncer, é a célula crescer e ter um tempo de vida pré-definido no nosso organismo. Então, quando há um câncer, essas células começam a crescer de maneira desordenada e vão se multiplicando, virando tumor. Essas células podem cair na corrente sanguínea ou nos vasos linfáticos e ir parar em outros órgãos (metástase), crescendo nestes de maneira desordenada também. 

No caso do câncer de mama, a origem se dá nos ductos ou glândulas mamárias e, geralmente, demora alguns meses desde a mutação da primeira célula cancerígena até o aparecimento dos primeiros sintomas. Vale destacar que esse tipo de câncer pode acometer tanto mulheres quanto homens, mas segundo as literaturas médicas, menos de 1% de todos os tumores de mama estão presentes em homens. 

Causas e fatores de risco

A grande maioria das causas do câncer de mama não são de origem genética, ao contrário do que muitos acreditam. Os fatores de risco do câncer de mama podem ser ambientais, comportamentais e associados a história hormonal e reprodutiva. 

Mas, afinal, o que seria isso? Para explicar, é preciso entender que há fatores de risco envolvidos no aparecimento desta doença. Confira a seguir os principais fatores de risco associados ao câncer de mama:

Na mulher:

  • Obesidade e sobrepeso pós-menopausa;
  • Sedentarismo;
  • Exposição a diversos hormônios durante muitos anos, como anticoncepcional oral;
  • Menarca precoce (primeira menstruação muito cedo);
  • Nunca ter engravidado;
  • Menopausa muito tardia (exposição ao hormônio natural feminino por muito tempo);
  • Reposição hormonal por algum motivo;
  • Alcoolismo;
  • Algumas mutações genéticas;
  • Idade acima de 50 anos;
  • Histórico familiar.

Nos homens:

  • Histórico familiar;
  • Alcoolismo;
  • Tratamento com estrogênio;
  • Obesidade. 

No geral, os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de mama relacionam-se com idade (o risco aumenta com a idade), características reprodutivas, história familiar e pessoal, hábitos de vida e influências ambientais. Já as características reprodutivas de risco se dão porque a doença é estrogênio-dependente e compreende a menarca precoce (aos 11 anos ou menos), a menopausa tardia (aos 55 anos ou mais), a primeira gestação após os 30 anos e a nuliparidade (mulheres que não têm filhos). 

Em relação à história familiar e pessoal, inclui-se as seguintes situações: um ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos, um ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama bilateral ou câncer ovariano em qualquer idade, parente com câncer de mama masculina, câncer de mama ou doença mamária benigna prévios. 

Em relação aos hábitos de vida relacionados, temos: a obesidade, pelo aumento do nível de estrogênio produzido no tecido adiposo, principalmente no climatério e o uso regular de álcool acima de 60 gramas por dia, pois o acetaldeído, primeiro metabólito do álcool, é carcinogênico e mutagênico.

Principais sintomas e sinais do câncer de mama

Algumas vezes, a paciente não apresenta sintomas de câncer de mama, sendo diagnosticada a doença por meio de exames de rotina. Outras vezes, as pacientes percebem o tumor mais aumentado, em forma de caroço (nódulo), o qual tem crescimento progressivo. Esse nódulo pode causar dor ou incômodo e, a depender do tamanho da lesão, pode gerar feridas. Além disso, a saída de secreção da mama também pode ser um sintoma. 

Dito isso, os principais sinais de câncer de mama são: nódulo na mama e/ou axila; dor mamária e alterações da pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações com aspecto semelhante à casca de laranja. Vale destacar que os cânceres de mama localizam-se, principalmente, no quadrante superior externo e, no geral, as lesões são indolores, fixas e com bordas irregulares, acompanhadas de alterações da pele quando em estágio avançado. 

Como funciona o tratamento do câncer de mama?

O tratamento do câncer de mama pode incluir a retirada do tumor da mama, pelo procedimento conhecido como mastectomia, setorectomia ou lumpectomia; hormonioterapia; quimioterapia; radioterapia; uso de anticorpos contra o câncer e também a imunoterapia.

Quando diagnosticado de maneira precoce, o tratamento é curativo, objetivando deixar a paciente sem tumor, podendo se basear em cirurgia e, dependendo do tipo de tumor de mama e de suas características, poderá haver necessidade de fazer quimioterapia antes ou depois, não havendo uma regra. Dependendo do resultado da cirurgia, pode ser que a paciente tenha que fazer radioterapia e/ou tomar comprimidos por alguns anos como prevenção.

Ou seja, o tratamento, de fato, é muito individualizado, ele depende do tipo de tumor e das características de cada paciente. Mas, quando as lesões da mama já estão mais avançadas, o tratamento é, principalmente, baseado entre hormonioterapia e quimioterapia. Vale ressaltar que, apesar do nome “hormonioterapia”, esses comprimidos visam fazer com que os hormônios tenham sua ação diminuída, afinal, como foi dito anteriormente, eles são considerados fatores de risco para a incidência do câncer de mama.

A importância dos exames de rotina 

As estratégias de prevenção e detecção precoce do câncer de mama têm o mesmo objetivo: reduzir a mortalidade pela doença. Contudo, essas estratégias atuam por vias diferentes. A primeira requer que as pessoas adotem hábitos saudáveis e evitem a exposição a fatores ambientais de risco, para reduzir as chances da doença se desenvolver, bem como analisem estratégias profiláticas em casos de risco muito elevado para a doença geneticamente detectado. 

Já a segunda, requer que as pessoas descubram a doença (caso presente) cada vez mais cedo para que possam se tratar, tendo em vista maiores chances de cura. O exame clínico e a mamografia são extremamente úteis para o diagnóstico precoce. Ambas as estratégias fazem parte de frentes diferentes para o combate à doença e precisam estar aliadas no combate ao câncer de mama.

Mamografia

A realização da mamografia varia de acordo com as diretrizes de saúde, porém, de forma geral, pacientes com idade entre 45 e 50 anos necessitam fazer esse exame de maneira rotineira. A necessidade da mamografia antes dessa idade depende do histórico familiar de câncer que a paciente possui. O objetivo principal desse exame é observar a saúde da mama, sendo capaz de diagnosticar o câncer em um estado mais inicial e, consequentemente, aumentar a chance de cura da paciente. Além disso, quanto antes a doença é diagnosticada, a chance de ser preciso realizar procedimentos como quimioterapia diminui.

Autoexame

É muito importante que a mulher faça o autoexame, pelo menos uma vez ao mês. Dessa forma, ela irá se conhecer melhor e qualquer alteração mais evidente, como um nódulo, um caroço, uma ferida e uma secreção, já será notada. A partir desse autoconhecimento corporal, a mulher irá poder procurar ajuda médica e aumentar as chances de qualquer doença ser diagnosticada em um período mais inicial. No entanto, o autoexame não exclui a necessidade de realizar os exames de rotina solicitados por cada médico, como mamografia, ultrassom das mamas e ressonância magnética. 

Apesar de ser necessário exames mais precisos, o autoexame não deixa de ter sua importância, principalmente por ser de fácil acesso e fácil execução, bastando escolher uma data do mês para apalpar as regiões das mamas e das axilas, pois muitas vezes o tumor de mama começa na região da mama e se estende até as axilas. Então, esse autoexame é muito importante também, não perdendo sua relevância.

Como fazer o autoexame

Na frente do espelho:

Despida, a mulher deve observar os seios com os braços abaixados, levantados e dobrados na nuca e com as mãos na bacia, pressionando a região a fim de analisar se há alguma alteração na superfície da mama.

De pé no chuveiro:

Na hora do banho, com o corpo molhado e as mãos com sabão, a mulher deve apalpar as mamas. Para isso, deve-se esticar os dedos e realizar movimentos circulares, de cima para baixo. Para ambos os seios, siga as instruções:

1. Coloque o braço atrás da cabeça;

2. Apalpe a mama em movimentos circulares: primeiro com movimento crescente que começa no mamilo e termina encobrindo todo o seio; depois em linhas retas em direção ao mamilo e por último em linhas retas para cima e para baixo;

3. Após apalpar, pressione os mamilos de maneira suave e observe se há saída de secreção.

Deitada:

Nesta posição, as instruções a serem seguidas são as mesmas do item anterior (de pé), bastando a mulher realizar os três passos já informados.

Sinais de alerta no exame

Ao fazer os exames de rotina, o médico irá avaliar como está a saúde das mamas da paciente. Após a análise, alguns resultados podem ser indicativos para ligar o sinal de alerta, como:

  • Descarga papilar espontânea unilateral de coloração sanguinolenta ou transparente;
  • Retração, abaulamento e/ou alteração da coloração da mama;
  • Edema, tipo casca de laranja em mamas e/ou axilas;
  • Inversão anormal do mamilo; 
  • Nódulo endurecido que surge na axila.

Como prevenir o câncer de mama?

Vale destacar que não há uma fórmula exata para a prevenção do câncer de mama, mas há algumas recomendações que podemos seguir a fim de tentar evitar a incidência desta doença. De acordo com o documento da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, ações como ter uma dieta equilibrada, com consumo de frutas e verduras; praticar regularmente exercícios físicos; evitar o consumo bebidas alcoólicas; não fumar e evitar contato com a fumaça do cigarro; não usar hormônios de reposição para menopausa por mais de cinco anos e praticar o aleitamento materno são algumas medidas indicadas para prevenir o câncer de mama.

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Referências:

Dr. Rafael Zapata, graduado em medicina pela Universidade Severino Sombra com especialização em Oncologia Clínica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Dr. Marcelo Dotto, graduado em medicina pela Universidade de Passo Fundo com residência médica em Oncologia Clínica em programa reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

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Por: Redatora E aí, rolou?


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