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Quanto tempo dura a TPM?

14 de julho de 2020 | Por: Redatora E aí, rolou?

Ansiedade, alteração de humor, vontade de comer doces, dor de cabeça, inchaço e surgimento de acne… Estamos falando da Tensão Pré-Menstrual, que você certamente conhece como a famosa TPM. Apesar de tão comum, ainda pode rolar bastante controvérsia sobre o tópico, como por exemplo: quanto tempo dura a TPM? Por que passamos por ela, afinal?

Ela é super natural e a estimativa é que atinja sete a cada dez mulheres. É importante conhecer também os seus principais sintomas e a sua causa. Conhecer melhor o seu corpo é fundamental para entender as reações que ele tem ao longo do ciclo menstrual e isso é, inclusive, uma forma de se conhecer melhor como um todo. 

Por isso, neste post, detalhamos essas informações e ainda tiramos algumas dúvidas frequentes. Confere aí

Quanto tempo dura a TPM?

Os sintomas de TPM podem durar entre 7 e 10 dias anteriores a menstruação, estando presente até seu fim. Quanto tempo dura a TPM pode variar bastante de pessoa para pessoa.

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A TPM dura até a fase final da menstruação. Supondo que você note dores de cabeça, inchaço e oscilações de humor durante 5 dias antes da menstruação e fique menstruada por mais 5, isso significa que a sua TPM, provavelmente, vai durar 10 dias.

Isso mesmo, durante 10 dias, você vai viver uma montanha-russa de sensações. Ninguém merece, né? O importante é se respeitar, incluindo reconhecer os seus limites nessa fase, e adotar medidas que ajudem a aliviar os sintomas.

Para isso, você pode, por exemplo, adotar uma alimentação saudável, evitando o alto consumo de sódio, já que ele pode provocar a retenção de líquidos; praticar atividades físicas; ter hobbies prazerosos e usar roupas confortáveis. 

O que é TPM?

TPM é a sigla para Tensão Pré-Menstrual, uma série de sintomas físicos e emocionais, que aparecem geralmente entre a ovulação e a menstruação. 

Durante esse período, é difícil a gente se aguentar, né? Afinal, o corpo muda, o humor muda e, mesmo assim, a gente precisa continuar seguindo a nossa rotina enquanto a nossa maior vontade é ficar enrolada no cobertor, assistindo a um filme e comendo um chocolate.

Mas saiba que a TPM, ao contrário do que muitos dizem, não é frescura. É a reação que o nosso corpo tem frente às mudanças que acontecem com ele durante o ciclo menstrual.

Por isso, é muito importante que você encare esse processo como algo natural e comece a entendê-lo profundamente. Isso vai te ajudar a passar por esse período de um modo mais leve. 

Quais são os sintomas da TPM? 

Ao todo, existem mais de 200 sintomas da TPM! Sim, você leu certo. Mas isso não significa que todas as mulheres do mundo tenham todos os sintomas!

A TPM é dividida em cinco tipos. Veja só quais são eles e seus respectivos sintomas:

tipo A: ansiedade, oscilação de humor, irritabilidade e dificuldade para dormir;

tipo C: dor de cabeça e vontade de comer compulsivamente alimentos doces ou salgados;

tipo D: baixa autoestima, falta de concentração e raiva sem motivo;

tipo H: sensibilidade nos seios, ganho de peso devido à retenção de líquido, inchaço na região do abdômen e nas extremidades do corpo;

tipo O: acnes, cólicas, dores em diferentes partes do corpo e náuseas.

A separação dos tipos de TPM não indica que você vai ter só um tipo, tá? É possível que eles apareçam de forma separada durante o período pré-menstrual ou surjam juntos. Isso vai variar bastante de acordo com cada mulher. 

Por que temos TPM? 

Ao longo do período pré-menstrual, nos deparamos com a queda nos níveis de serotonina. Essa substância é uma das responsáveis por regular o humor dos seres humanos. Então, serotonina baixa indica mau-humor e, com isso, a necessidade de compensar isso com outras coisas, como o consumo de doces, trazendo a sensação de bem-estar. 

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Outro motivo para o surgimento da TPM é a alteração hormonal que faz aumentar a progesterona – o que causa o surgimento de dores pelo corpo e o inchaço – e diminuir o estrogênio – resultando na dor de cabeça. 

Ou seja, o nosso corpo vira uma máquina de produção oscilante de hormônios. Além disso, a sensibilidade individual contribui para o aparecimento ou não da TPM, assim como o fator genético. 

E se minha TPM tem uma duração estranha?

Caso a sua TPM apareça bem antes do período pré-menstrual ou continue após a menstruação, é fundamental que você procure auxílio médico. Para descobrir se você tem mesmo TPM, basta começar a anotar como foi o seu dia. 

Você pode anotar num caderninho, no estilo diário, ou fazer uso de um aplicativo específico para isso. É importante registrar os dias em que você ficou mais sensível emocionalmente, quando começou a ter dores e, assim que ficar menstruada, vai ser possível verificar se o que estava sentido é atrelado ou não à TPM.

Se perceber que a sua tensão pré-menstrual está durando dias após o término da menstruação, isso indica que, na verdade, o problema não é a TPM, então a causa deve ser investigada. Consulte um médico ou médica!

TPM e ansiedade: o que fazer?

A TPM do tipo A é uma das que mais atingem pessoas que menstruam, estando ligada diretamente à ansiedade. Isso acontece porque são liberadas a adrenalina e o cortisol, hormônios que, juntos, acabam contribuindo para o estresse.

Então, o que fazer se você sofre mais com a TPM do tipo A? O primeiro passo é o autoconhecimento: reconheça que você está passando por isso e que talvez seja o momento de ir mais devagar com as coisas. Você pode também procurar ajuda com uma pessoa de confiança, que vai acolher seus sentimentos. 

Outra dica é fazer atividades físicas, pois elas liberam endorfina, hormônio que promove a sensação de bem-estar. Durante a menstruação, faça exercícios de leve a moderados, se não você vai acabar saindo ainda mais estressada e dolorida. 

Além disso, é importante que você tente não tomar decisões precipitadas. Evite conversar sobre assuntos muito sérios ou ficar em ambientes que não te tragam conforto emocional. Ou seja, não se force a nada! Você não pode controlar seus hormônios e as reações do seu corpo durante esse período, mas pode focar em construir um ambiente seguro para si mesma! 

E se rolar um estresse muito intenso, busque fazer alguma atividade prazerosa, como ouvir música, assistir a uma série, ver vídeos no YouTube, enfim, ocupe a mente! Com as oscilações de humor, é natural que a gente queira resolver tudo, fazer tudo ao mesmo tempo, mas é muito mais importante respeitar o seu tempo.

Dúvidas frequentes sobre TPM

Como sabemos que você certamente tem algumas dúvidas em relação à TPM, separamos, logo abaixo, algumas informações importantes. Confira!

TPM durante a menstruação é normal? 

Sim, como dissemos, a TPM durante a menstruação é perfeitamente normal. Apesar de ser chamada de Tensão Pré-Menstrual, isso não significa que ela vai durar até o início da fase do sangramento.

TPM depois da menstruação é normal?

Obrigatoriamente, os sintomas da TPM devem desaparecer após o término da menstruação. Caso contrário, não é TPM. Se você notou que ficou o mês inteiro com dor de cabeça, vontade excessiva de comer doces, desânimo para fazer atividades que antes você gostava, é fundamental buscar ajuda médica.

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TPM masculina existe? 

Sim, a TPM masculina existe! No caso dos homens, ela surge por causa da baixa produção de testosterona, hormônio que ajuda na sensação de bem-estar, disposição e prazer. Quando isso acontece, o caso é chamado de TPM masculina. A diferença é que ele pode ocorrer em qualquer momento.

Viu só como o nosso corpo é uma caixinha de surpresas? Agora você já sabe quanto tempo dura a TPM, por que ela acontece e como lidar com os sintomas durante esse período!


Referências:

¹ Clínica Médica: dos Sinais e Sintomas ao Diagnóstico e Tratamento. Barueri: Manole, 2007. Acessado em: http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2053/colica_menstrual.htm?ancor=141764

² Muramatsu CH, Vieira OCS, Simões CC, Katayama DA, Nakagawa FH. Consequências da síndrome de tensão pré-menstrual na vida da mulher. Rev Esc Enferm USP 2001; 35(3):205-13³ Nogueira CW, Silva JL. Prevalência dos Sintomas da Síndrome Pré-Menstrual. Rev Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia,  Julho 200, On-line version ISSN 1806-9339

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