Pílula do dia seguinte: o que você precisa saber sobre contraceptivos de emergência

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Metade das mulheres em idade fértil, entre 15 e 44 anos, de São Paulo, segundo pesquisa da Secretaria de Saúde deste estado, em conjunto com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), já utilizaram a pílula do dia seguinte. 

 

Contudo, é preciso ter muita atenção com esse contraceptivo, que, como o próprio nome indica, só deve ser usado em caso de emergência. Diferente do que muitas pessoas acreditam, o uso frequente e a longo prazo pode acarretar em muitos riscos para a saúde. Cuidado!

 

Mas, se você teve uma relação sexual em que houve alguma falha de seu método anticoncepcional usual, ou, ainda, sem proteção alguma, o contraceptivo de emergência pode ser a saída para evitar uma gravidez não planejada. 

 

Então, entenda tudo o que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte. E fique atenta: só utilize em caso de EMERGÊNCIA e não como único método contraceptivo, combinado?

 

Vem com a gente saber mais sobre os tipos de contraceptivos de emergência, efeitos colaterais e porque você deveria agendar sua consulta com ginecologista para usar um método anticoncepcional seguro e que faça mais sentido para você. 

 

O que é contraceptivo de emergência?

 

A contracepção de emergência é a última barreira para evitar uma gravidez não planejada. Entretanto, ela não pode ser usada frequentemente, pois é preciso ter atenção em relação aos efeitos adversos que pode provocar, a curto e longo prazo.

 

 

O contraceptivo de emergência pode ser uma opção quando há alguma falha no anticoncepcional utilizado, por exemplo, caso a camisinha fure ou rasgue na hora H. Ou, até mesmo, se forem adotados métodos inseguros, como o coito interrompido ou a tabelinha, que têm sua eficácia duvidosa. 

 

Por isso a importância de usar métodos anticoncepcionais seguros combinados, como, por exemplo, o anticoncepcional oral diário e o preservativo nas relações sexuais. 

 

Contudo, se o imprevisto ocorrer, é possível usar o contraceptivo de emergência. Existem dois tipos: 

 

  • DIU (Dispositivo Intrauterino) de cobre, que possui uma eficácia superior a 99%, com risco de gravidez de 0,09%. Possui um tempo máximo de ação de 7 dias após a relação sexual desprotegida.

 

  • Contraceptivo de emergência oral, mais conhecido como pílula do dia seguinte, em que o risco de gravidez pode variar dependendo da composição do comprimido, assim como o tempo máximo de ação após a relação.  

 

A pílula do dia seguinte, pela facilidade de acesso e consumo, em contraposição ao DIU de cobre, é a mais procurada em situação de emergência. Por isso, vamos falar mais especificamente sobre ela abaixo. Acompanhe!

 

Tipos de pílula do dia seguinte

 

A primeira pílula do dia seguinte foi criada na década de 1960, e sua principal diferença em relação ao anticoncepcional oral diário é a quantidade expressiva de hormônios condensada em apenas um comprimido. 

 

Por isso que muitos falam, popularmente, que ela é uma “bomba de hormônios”, podendo acionar muitos efeitos colaterais na mulher e, também, por essa razão, não deve ser considerado como um método regular e sim apenas para casos de emergência e em situação específica.

 

E você sabia que já foram desenvolvidos mais de um tipo de pílula do dia seguinte? Vem ver quais são as diferenças:

 

  • Método de Yuzpe: utiliza uma combinação de estrogênio e progesterona e pode ser usado em até 72h após a relação sexual desprotegida. Na composição, são duas doses de 100 mcg de etinilestradiol +  500 mcg de levonorgestrel, que devem ser tomados 2 vezes, em um intervalo de 12h. A taxa de gravidez, ou seja, o risco de que o método não funcione, é de 3,2%. 

 

  • Levonorgestrel isolado: composto por 1,5 mg de levonorgestrel, que pode ser tomado em dose única ou fracionado em duas vezes, com intervalo de 12 horas.  A taxa de gravidez, ou seja, o risco de que o método não funcione, é de 1,1%. O medicamento deve ser tomado em até 120h após a relação sexual desprotegida.

 

  • Acetato de ulipristal (modulador do receptor de progesterona): com uma dose única de 30 mg e risco de gravidez de 1,5%. Deve ser tomado em até 120h (5 dias) após a relação sexual sem proteção.

 

Apesar de existirem todos esses tipos de pílula do dia seguinte desenvolvidos, no Brasil o tipo disponível é o levonorgestrel isolado

 

Qual a eficácia da pílula do dia seguinte?

 

Apesar do tempo máximo para a pílula do dia seguinte ser tomada após a relação sexual desprotegida ser em média de 72h, é preciso ter em mente que, quanto antes a pílula do dia seguinte for tomada, maior a sua eficácia. 

 

Na medida em que o tempo passa, a eficácia diminui gradativamente e a taxa de risco de gravidez aumenta. Então, como o próprio nome indica, se houver uma relação sem proteção ou com falha de um método, procure pelo contraceptivo de emergência tão logo quanto possível.

 

Você também pode agendar uma conversa online com um médico ginecologista para tirar suas dúvidas sobre a pílula emergencial, e, principalmente, para encontrar um anticoncepcional regular seguro e que não seja uma “bomba de hormônios” para seu organismo.

 

Com que frequência posso usar a pílula do dia seguinte?

 

O contraceptivo de emergência não deve ser usado com frequência ou como método anticoncepcional regular. Existem outros métodos planejados que são recomendados para a utilização frequente e de forma segura, sem afetar sua saúde. 

 

Acesse esse guia de métodos contraceptivos e agende uma consulta com seu gineco para escolher aquele que faz mais sentido para você.

 

O uso frequente da pílula do dia seguinte, além de poder desregular o ciclo menstrual da mulher, incorre no risco de ter a eficácia reduzida para evitar a gravidez, ao ser tomado repetidas vezes. 

 

Inclusive, a chance de gravidez nas pessoas que utilizam a pílula do dia seguinte rotineiramente, é superior, em relação às pessoas que utilizam a pílula anticoncepcional convencional. Fica o alerta!

 

Indicações e contraindicações da pílula do dia seguinte

 

Como sabemos, a pílula do dia seguinte é indicada nos casos de emergência para:

 

  • prevenir gestação inoportuna ou indesejada após relação sexual desprotegida;
  • após relação sexual com falha conhecida ou presumida pelo uso inadequado do contraceptivo de uso regular 
  • em casos de violência sexual;
  • vítimas de coerção sexual com a intenção de restringir o exercício da sexualidade feminina. 

 

Apesar de não ser considerado um medicamento abortivo, pois age justamente para impedir a fecundação do óvulo, a principal contraindicação é em caso de gravidez confirmada. Uma contraindicação absoluta segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

 

A pílula do dia seguinte também NÃO deve ser usada de forma planejada ou previamente programada para substituir o contraceptivo de uso regular. Combinado?

 

Quais efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?

 

Entre os principais efeitos colaterais da pílula do dia seguinte estão:

 

  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor de cabeça;
  • Alteração do ciclo menstrual;
  • Vertigem;
  • Dor nas mamas (mastalgia);

 

Outros efeitos colaterais podem surgir, dependendo de pessoa para pessoa. Porém, normalmente, há remissão espontânea desses efeitos nas primeiras 24 horas após o contraceptivo ser ingerido. Se os efeitos persistirem, fale com um médico!

 

Além disso, em caso de uso frequente e a longo prazo da pílula do dia seguinte, os riscos para a saúde podem ser mais graves. Devido à alta dose hormonal, podem ocorrer riscos cardiovasculares, aumento de chance de desenvolver tromboembolismo e até mesmo câncer de mama. Por isso, só utilize em EMERGÊNCIA!

 

Qual a alternativa para a pílula do dia seguinte?

 

A pílula do dia seguinte não é bala para ser tomada após toda relação sexual que você tiver. Os riscos para sua saúde são altos, além de, ao ser usada frequentemente, ter sua eficácia para evitar gravidez reduzida. 

 

A dica é prevenir e não remediar! Você pode, por exemplo, tomar o anticoncepcional oral programado tradicional, recomendado pelo seu médico, combinado com o preservativo nas relações sexuais. Essa ação é muito mais segura, tanto para sua saúde quanto para evitar gravidez não planejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

 

Converse com um ginecologista e tire todas suas dúvidas! 

 

Você tem uma amiga que toma a pílula do dia seguinte igual bala? Então compartilhe com ela esse alerta também! 

 

Fontes: Agência Brasil; MSD Manuals; Hello Clue;

 

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