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O que é e como ter autoestima

28 de outubro de 2020 | Por: Redatora E aí, rolou?

A gente ouve se falar muito sobre ter ou não autoestima, ao mesmo tempo sabemos que todo mundo sofre com a sua própria imagem e com vontade de ser uma versão “melhor” de nós mesmos. 

Antes de mais nada, saiba que se sentir bem consigo mesma é um direito seu, e fazer escolhas que te levem a isso também! Ninguém precisa ser perfeito para ter autoestima, muito pelo contrário. Quer saber mais?

O que é autoestima?

Autoestima é uma visão geral que as pessoas têm delas mesmas, não se referindo apenas à aparência física. Geralmente, a autoestima vem associada também a uma percepção de valor pessoal, levando-se em conta aspectos como o quanto a pessoa é amada, satisfatória nas relações e competente no trabalho.

Além disso, a autoestima é um sentimento do quão “adequada” a pessoa é. Se ela está inserida em um padrão considerado ideal pela sociedade, a chance dela estar com a autoestima alta é grande. Por outro lado, se a pessoa não está inserida nesse padrão, a probabilidade de sua autoestima estar baixa é maior. 

Reflexos socioculturais na autoestima

A influência da sociedade sobre nós é muito grande. O tempo todo nos deparamos com padrões de beleza presentes nos filmes, nas novelas e na internet. Esses padrões estéticos e socioculturais têm influência direta sobre a autoestima das pessoas.

Ao reforçar determinado padrão estético e inferiorizar outros, a mídia transmite a ideia de que a felicidade, o bem-estar, o sucesso profissional e as relações pessoais só podem ser satisfatórias se você seguir o padrão tido como ideal. Então, tudo isso tem uma influência muito grande, afinal, crescemos ouvindo e vendo esses padrões.

Contudo, é interessante perceber que os padrões que a sociedade impõe para as pessoas são sempre o oposto do que a maioria é. Os padrões de beleza não existem para nos fazer sentir confortável, muito pelo contrário: eles reforçam a necessidade de comprar um produto, usar uma solução, mudar algo em si para se adequar. 

Como ter autoestima alta? 

A seguir, confira sete dicas práticas para ter mais autoestima e confiança:

Repense quem você segue nas redes sociais

Seguir contas que cultuam uma beleza e um estilo de vida difíceis de serem alcançados no dia a dia podem fazer muito mal para sua autoestima, afinal, muito do que vemos ali está longe de ser uma realidade próxima. Por isso, dê unfollow em quem faz você se sentir mal, ficar se comparando e se questionando. Não vale a pena seguir aquela pessoa que toda vez que você vê uma foto dela se sente feia. 

Além disso, é interessante seguir outras contas, as quais dão uma ideia diferente, de uma beleza real, possível de ser alcançada, que dão a ideia de que todos os corpos e todas as mulheres são bonitas da sua forma. Seguir pessoas fora do padrão é interessante, pois quanto mais a gente normaliza olhar para isso, melhor, a gente mesmo se acostuma mais e fica mais fácil olhar para a gente dessa forma. 

Invista em relações que fazem você se sentir bem

Perceba do lado de quem você está quando se sente tranquilo consigo mesmo, quando se sente suficiente, amado e confortável. É nesse tipo de relação que você tem que investir mais e priorizar.

Preste atenção em como você se descreve

Como a gente se descreve para os outros faz com que as pessoas olhem para nós de determinada forma ou que prestem mais atenção em aspectos que a gente mesmo chamou a atenção. Isso faz parte de um ciclo que se alimenta retroativamente, à medida que eu passo uma impressão minha para uma pessoa, essa pessoa começa a me ver dessa forma, fazendo com que eu me veja cada vez mais desse jeito também. Assim, é uma retroalimentação infinita.

Moral da história: acredite mais em você e tome cuidado com a forma que você se descreve para os outros. Afinal, a descrição que fazemos de nós afeta a maneira com que as pessoas nos veem, afetando como nos vemos também.

Aprenda a aceitar elogios

Para alguma pessoas, pode ser muito fácil aceitar elogios, mas, para outras, nem tanto. Há muitos casos em que alguém elogia a roupa da pessoa e ela responde com “ah, paguei R$ 10 lá na feirinha!!” ou alguém elogia um trabalho que a pessoa fez e ela responde dizendo que não está tão perfeito por algum motivo. 

É importante tentar receber os elogios sem discordar, às vezes, um “obrigada” já basta. Fazer isso ajuda muito na autoestima, justamente porque leva você a acreditar naquilo.

Pratique atividade física regularmente

O exercício físico libera hormônios e substâncias relacionados ao bem-estar, e o bem-estar tem tudo a ver com autoestima. Além disso, a prática de atividade física faz muito bem para o corpo, reduzindo a ansiedade e o estresse, o que pode auxiliar na forma com que nos vemos e nos percebemos. 

Muitas vezes, não notamos o impacto que o exercício tem na nossa autoestima, indo muito além da saúde e da perda de peso, pois ele está relacionado muitas vezes com uma ideia de capacidade. 

Contudo, é muito importante praticar atividades físicas que você se identifique, para criar uma constância e não sentir que aquilo é uma obrigação. Não devemos fazer exercício físico porque odiamos o nosso corpo, mas sim porque o amamos, então o exercício não precisa ser uma tortura, ele deve ser algo que faça sentido para você. 

Preste atenção nas pequenas vitórias de cada dia

Essa atividade deve começar no início do dia. Por exemplo, faça uma lista com as coisas que você precisa fazer naquele dia para sentir que ele valeu a pena, sempre lembrando de deixar um tempo para o lazer e descanso. Com isso, ao final do dia, você verá o que foi feito. 

Além da lista de tarefas, é interessante fazer uma “listinha da gratidão” antes de dormir. Há dias em que nos sentimos mal, mas todo dia acontece pelo menos uma coisa boa, então, esse exercício de tentar repassar o dia e pensar no que houve de bom nele faz com que a gente se acostume a olhar um pouco mais para os aspectos positivos das coisas.

Aja como “se”

Muitas vezes, ficamos esperando algo acontecer para agir, por exemplo: “Quando eu tiver autoestima alta, eu vou fazer isso”. Esse não é o caminho, na verdade, o ideal é tentar agir no momento como se você tivesse uma autoestima alta, e isso não é sobre fingir. Muitas vezes, agir de acordo com o pretexto de ter a autoestima baixa faz com que a autoestima fique mais baixa ainda.

Por isso, é muito importante tentar se engajar em comportamentos que talvez ajudem mais na estabilização ou elevação da sua autoestima. Dessa forma, você pode se sentir mais satisfeito consigo mesmo e pensar: “Olha, minha autoestima ainda não está tão boa, mas eu consegui agir dessa forma”.

Todas essas dicas acerca de como ter autoestima alta e confiança são muito válidas, no entanto, nem sempre o processo é fácil. Muitas vezes, é fundamental contar com a ajuda e o apoio de amigos e familiares. Além disso, é importante ter em mente que pequenas ações do dia a dia fazem toda a diferença no processo de se sentir bem consigo mesmo.

Afinal, trabalhar a autoestima é um processo longo e ativo por parte da pessoa, podendo, inclusive, ser necessário fazer psicoterapia, pois os psicólogos são profissionais que estão capacitados para ajudar nesse sentido.

E aí, gostou desse conteúdo? Conta pra gente nos comentários como você vê a sua autoestima!  

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Referências:

Centro de Aconselhamento e Saúde Mental

Lutas de autoestima e estratégias que podem ajudar

Artigo: Influência da autoestima, da regulação emocional e do gênero no bem-estar subjetivo e psicológico de adolescentes

Mariana Gil, graduada em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduada em Psicologia Clínica Hospitalar pelo HC-FMRP-USP.

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Por: Redatora E aí, rolou?


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