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Contraceptivos para pessoas trans e não-binárias: o que preciso saber

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O preservativo e a pílula anticoncepcional, populares entre homens e mulheres cis, também podem ser usados como contraceptivos para pessoas trans. Saiba mais sobre o assunto. 

 

As discussões sobre métodos anticoncepcionais muito frequentemente são direcionadas aos homens e mulheres cis. Ou seja, aqueles que se identificam com o gênero atribuído no nascimento. No entanto, poucos sabem que os métodos contraceptivos para pessoas trans e não-binárias podem ser os mesmos.

 

Afinal, qualquer relação sexual envolvendo pênis e vagina, independentemente da identidade de gênero, pode resultar em uma gravidez.

 

Nesse sentido, tanto homens trans quanto mulheres trans, ainda que façam terapia hormonal para afirmação de gênero, devem se proteger. Os contraceptivos não evitam apenas uma gestação, mas, no caso das camisinhas, também previnem a contaminação por ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

 

Entendendo o processo de hormonização

 

Pessoas trans e não-binárias não precisam, necessariamente, passar por uma cirurgia de redesignação sexual (ou seja, adequar seu corpo aos órgãos sexuais do gênero com o qual se identificam).

 

 

Em muitos casos, a opção é um tratamento hormonal para afirmação de gênero.

 

Em outras palavras, os homens trans e não-binários (atribuídos ao gênero feminino ao nascerem) recebem doses de testosterona. É esse hormônio o responsável pela maior quantidade de pêlos e massa muscular, voz mais grave, entre outras características do corpo masculino.

 

Já as mulheres trans e não-binárias (atribuídas ao gênero masculino ao nascerem), passam por tratamento com estrogênio*. Esse hormônio sexual é encontrado em maior concentração nas mulheres, mas também está presente em homens e pessoas que menstruam.

 

Muita gente pensa que a hormonização anula a necessidade de contraceptivos para pessoas trans e não-binárias. Mas não é bem assim.

 

Por que os contraceptivos para pessoas trans são necessários?

 

Porque, embora diminua a fertilidade, o tratamento hormonal para pessoas trans e não-binárias não evita a reprodução.

 

No caso dos homens trans, mesmo que a testosterona cesse a menstruação, em alguns casos, a quantidade não é suficiente para impedir a ovulação. E se o óvulo for fecundado por um espermatozoide, bingo, teremos uma gravidez.

 

Da mesma forma, o uso de estrogênio não interrompe totalmente a produção de espermatozóides nos testículos de mulheres trans.

 

Sendo assim, os contraceptivos para pessoas trans e não-binárias devem, sim, ser adotados para evitar uma gravidez não planejada.

 

O mesmo vale para as pessoas trans e não-binárias que não fazem nenhuma terapia de afirmação de gênero. Lembrando que os órgãos sexuais são mais determinantes que a identidade de gênero quando se trata da possibilidade de uma gravidez. Por isso a importância de se prevenir e se informar a respeito.

 

Quais os métodos contraceptivos para pessoas trans e não-binárias?

 

Antes de tudo, é fundamental que qualquer pessoa trans e não-binária que escolha a hormonização receba acompanhamento médico.

 

O ginecologista, o urologista, o endócrino e o psicólogo, por exemplo, são profissionais que devem participar desse processo. Eles vão avaliar o histórico de saúde da pessoa para definir a condução do tratamento, além de monitorar possíveis efeitos colaterais. 

 

 

Contar com o apoio de especialistas para te ajudar nesse processo faz toda diferença, não é mesmo? 

 

Esse mesmo suporte é essencial para determinar os contraceptivos para pessoas trans e não-binárias mais indicados. Afinal, cada organismo é único e tem suas próprias características. 

 

Especialmente para os homens trans, os métodos anticoncepcionais (hormonais ou não) podem ser os mesmos usados pelas mulheres cis. Entre eles, a pílula anticoncepcional oral, o Sistema Intrauterino (SIU) e o Dispositivo Intrauterino, seja o DIU de cobre, prata ou hormonal. Por outro lado, as mulheres trans podem recorrer ao preservativo como forma de evitar também as ISTs.

 

Sempre converse com um ginecologista para conhecer todas as opções disponíveis de contraceptivos para pessoas trans. Exponha seus receios e tire todas as dúvidas. Só assim o médico pode te ajudar a descobrir o método mais indicado.

 

Ah, e nada de se automedicar. Terapia hormonal é coisa séria e pode prejudicar sua saúde se não for supervisionada por um profissional.

 

Aqui você pode encontrar um médico ginecologista próximo da sua casa para tirar todas suas dúvidas sobre contraceptivos para pessoas trans. Que tal aproveitar a oportunidade?

 

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Referências: *Hello Clue;

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