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Mulheres fortes: conheça mulheres que fizeram história

5 de novembro de 2020 | Por: Redatora E aí, rolou?

Há séculos, as mulheres precisam enfrentar desafios todos os dias em diferentes âmbitos da vida. Para quem já nasceu em um momento onde mulheres têm muitos direitos conquistados, isso tudo parece ter sido fácil, mas conquistar cada um deles não foi – muito pelo contrário. Mulheres fortes abriram os caminhos para que nós pudéssemos chegar até aqui.

Foi necessário lutar, por exemplo, para ter o direito ao voto. Também foi importante se opor à ordem do mundo patriarcal e sair de casa para trabalhar, assim como os homens já faziam há tempos. No entanto, grandes feitos ou foram apagados ou deslegitimados pelos homens. Alguns, inclusive, roubaram os créditos das conquistas femininas.

Ainda enfrentamos outros desafios, é claro, mas, atualmente, as mulheres estão cada vez mais empoderadas e donas da própria vida. Neste artigo, vamos falar sobre quem são as mulheres fortes e contar sobre algumas delas que fizeram história. Confere com a gente

Quem são as mulheres fortes?

Você já sentiu medo ao andar em uma rua deserta e, quando viu outra mulher, veio aquela sensação de alívio? Ou quando veio um homem, ficou ainda mais nervosa? Pois é, muitas mulheres passam por isso. Diariamente, temos medos de ser violadas de alguma forma. Já os homens dificilmente passam por isso.

Além disso, no mesmo cargo dentro de uma mesma empresa, é possível que a mulher ganhe bem menos que o homem para realizar as mesmas tarefas. Segundo a pesquisa da Agência Brasil, enquanto as mulheres ganham, em média, R$2.680, os homens recebem R$3.946.

Essa diferença não se justifica pelo nível de capacidade. Na verdade, a pesquisa ainda mostra que as mulheres estudam mais e têm mais títulos, como pós-graduação e mestrado. Ainda assim, ganham menos.

Esses são apenas alguns exemplos da desigualdade e opressão sofrida pelas mulheres. Vivemos em um mundo dominado pela misoginia, no qual as opiniões e atitudes das pessoas visam manter a ordem da desigualdade por meio de práticas machistas. Com isso, permanece a crença de que o homem é superior.

Ao longo da história, mulheres fortes precisaram lutar pelo que temos hoje. Você já ouviu falar do movimento pelo sufrágio feminino no final do século XIX e início do século XX? Nele, as sufragistas iniciaram um movimento para que as mulheres pudessem votar e, assim, revolucionaram a sociedade patriarcal. No Brasil, elas passaram a votar apenas em 1932. Ou seja, foi uma conquista bem recente.

Já a entrada da mulher no mercado de trabalho aconteceu apenas na Primeira e Segunda Guerra Mundial, porque os homens foram para as guerras e as mulheres precisaram assumir os negócios. 

É fundamental que a vitória das mulheres do passado sejam valorizadas para que nós, hoje em dia, entendamos que precisamos lutar pelos nossos direitos. Afinal, nada nos é dado, mas sim conquistado.

Mulheres que fizeram história

Você quer conhecer melhor a luta feminina e ver quais foram as mulheres fortes que marcaram gerações? Em diferentes séculos, elas lutaram contra opressões e questionaram o status quo. Então, veja a nossa lista a seguir com 6 mulheres que fizeram história!

Emmeline Pankhurst

Pankhurst foi uma das fundadoras do movimento sufragista na Grã-Bretanha. Ao longo da sua vida, ela lutou para que as mulheres tivessem o direito de votar e os seus métodos eram considerados violentos por irem contra à norma feminina da época.

Por exemplo, ela quebrava vidros, incendiava casas e chegou a ser condenada pelos delitos. Além disso, fez greves de fome. A ativista também lutou para que a pobreza e a ignorância fossem erradicadas da sociedade britânica.

Os métodos violentos utilizados por Pankhurst não eram aprovados por todas as mulheres envolvidas na luta, mas conseguiram chamar a atenção de todos. Em 1918, ela conquistou o direito do voto feminino a partir dos 30 anos. No entanto, o sufrágio universal começou a vigorar na Inglaterra apenas em 1928, que foi o ano da sua morte.

Marie Curie

Entre as mulheres que fizeram história na Ciência, não podemos deixar de citar a Marie Curie, cientista polonesa. Ela foi uma das pesquisadoras pioneiras da radioatividade e, inclusive, ganhou um Nobel de Física por isso. 

A cientista também descobriu a existência de dois elementos da tabela periódica (Rádio e Polônio), conquistando, assim, um Nobel de Química. Com isso, ela se tornou a única mulher da história a ganhar o Prêmio Nobel duas vezes.

Além disso, fundou os Institutos Curie em Varsóvia e Paris, que são importantes centros de pesquisa até hoje. A pesquisadora morreu em 1934 por causa de uma leucemia provocada pela exposição à radiação.

Dandara 

Durante o período colonial brasileiro, diversos sujeitos escravizados lutaram contra a opressão e Dandara foi uma delas. Ao lado do marido Zumbi dos Palmares, ela participou da resistência negra no maior quilombo da América Latina: Quilombo dos Palmares, em Alagoas.

Ela lutou nas batalhas contra a escravidão, elaborava estratégias de resistência e, assim, tornou-se um dos maiores nomes femininos na luta pela abolição. No entanto, a história dessa guerreira ainda é envolta de mistérios. 

Wangari Maathai

A ativista política e professora queniana Wangari Maathai se tornou a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz devido à luta pela democracia, paz e sustentabilidade. Sendo assim, a sua vida foi marcada pelos direitos humanos e pela preservação do meio ambiente.

Na década de 70, ela fundou o movimento do Cinturão Verde Pan-africano, que conseguiu plantar 30 milhões de árvores no Quênia. Ela também se colocou contra o regime opressivo do próprio país e, por isso, muitas vezes, foi ridicularizada nele.

Ainda assim, Wangari se tornou uma referência para as mulheres do continente africano. Em decorrência de um câncer no ovário, ela morreu em 2011.

Malala

Aos 11 anos, no ano de 2009, a jovem Malala foi reconhecida mundialmente ao falar para a imprensa sobre o que acontecia em seu país natal, Paquistão, por causa do Talibã, que impedia as meninas de frequentarem a escola.

Com isso, ela se tornou uma defensora do direito à educação e, por isso, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2014 ao lutar pelos direitos das mulheres e meninas. Assim, com apenas 17 anos, Malala foi a pessoa mais nova a ganhar um Prêmio Nobel.

Em 2012, ela sofreu uma tentativa de homicídio e foi baleada, mas conseguiu se recuperar. Logo depois, lançou o livro “Eu sou Malala”, no qual ela conta a sua história e as dificuldades que acontecem na sua cidade natal devido ao domínio do Talibã.

Joana D’Arc

De origem camponesa simples, Joana D’Arc, com apenas 13 anos, disse ter recebido visões que indicavam a necessidade da jovem lutar contra o domínio da Inglaterra sobre a França e, assim, participar da Guerra dos Cem Anos. 

Ela se tornou uma heroína devido a uma série de vitórias na guerra, porém, depois de uma batalha fracassada, a popularidade de Joana caiu. Acusada de feitiçaria e heresia, a jovem, com 19 anos, foi queimada em praça pública. Atualmente, Joana é uma das nove padroeiras da França e, inclusive, foi canonizada pela Igreja Católica.

Como você pôde perceber, diversas mulheres fortes fizeram história no mundo de formas distintas. O que une todas é a luta contra a opressão para proporcionar uma vida melhor para as meninas e mulheres.

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Por: Redatora E aí, rolou?


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Comentários

  • Joelma Lima

    10 de novembro de 2020 | 08:05

    Muito bom! É sempre bom termos acesso a histórias como essa, nos motiva a buscar mais por nossa história