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O que é ser feminista?

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Embora a história do feminismo não seja recente, o uso deste termo cresceu muito no Brasil nos últimos anos. Mas, afinal, o que é ser feminista? 

 

Nesse texto  vamos apresentar uma breve história do feminismo e a popularidade do movimento feminista nos últimos anos. Dessa forma, você pode explorar e tirar suas próprias conclusões a respeito de alguns assuntos, ok? Vem com a gente!

 

O que é o feminismo?

 

Feminismo é um movimento político que luta pela igualdade de gênero, entre homens e mulheres. O objetivo é impactar e transformar as relações sociais, culturais, econômicas e políticas construídas com base no patriarcado.

 

Ou seja, lutar contra esse sistema baseado em estruturas e relações que favorecem os homens, em especial o homem branco, cisgênero (que se identifica com o gênero atribuído à pessoa quando nasceu, diferente de quem é transgênero) e heterossexual.

 

Nos últimos anos a popularidade do feminismo cresceu, contudo, o movimento feminista surgiu durante a Revolução Francesa, no século XIX, e desde então atua na sociedade lutando pelos direitos das mulheres.

 

O que é ser feminista

 

o que é ser feminista

 

Ser feminista é marcar um posicionamento político contra as desigualdades que surgem nas diferenciações de gênero. É lutar pelo direito das mulheres e contra todo tipo de violência, assédio e preconceito que sofremos. Ser feminista é lutar pelo nosso direito de existir, de trabalhar, estudar e também de expressar nossa sexualidade

 

A pluralidade do feminismo

 

Ouvimos falar muito sobre as diferentes “vertentes do feminismo”, porém, o movimento vai além dessas designações, sendo complexo simplesmente nomeá-las. Mas você deve estar se perguntando o porquê disso. 

 

Para embasar essa ideia, podemos dizer que, assim como o contexto geográfico, político, cultural, econômico e social, os movimentos feministas podem se expressar diferentemente, até mesmo da corrente a qual se filiam. 

 

Contudo, como feminismo é um posicionamento político que considera o gênero para olhar para as desigualdades sociais, ele pode se ligar com as diversas correntes políticas. Por exemplo:

 

  • O feminismo liberal tem um posicionamento sem crítica de classe econômica, e luta pelo empoderamento das mulheres; 
  • O feminismo marxista se filia às lutas comunistas ou socialistas, considerando além das diferenças de gênero também as diferenças de classe para se articular politicamente e lutar por igualdade; 
  • O feminismo anarquista luta contra as violências institucionais e de Estado.

Além desses citados, há aqueles movimentos feministas que acontecem dentro de outros movimentos políticos conforme as identidades étnicas e culturais, como o feminismo negro, o feminismo indígena e o feminismo islâmico.

 

Além desses, há aqueles identificados conforme a sua localização geográfica e considerando as particularidades de cada região: feminismo latino-americano, feminismo africano, feminismo asiático, etc. 

 

Por isso, o modo como denominamos cada movimento vai depender das articulações e críticas que cada grupo organizado vai construindo e acrescentando à percepção do que é ser feminista em suas próprias vivências e lutas.

 

Ondas do feminismo no Brasil

 

A onda é uma imagem utilizada para pensarmos processos históricos que se diferenciam conforme o seu contexto. Para entender o que é feminismo e o que é ser feminista no Brasil, vamos explicar sobre as ondas pelas quais o movimento passou e como elas ocorreram em nosso país. 

 

Podemos pensar que a primeira onda surge no início do século XX com a conquista do sufrágio universal (direito ao voto) em 1934, que só ocorreu após a luta de mulheres fortes.

 

A segunda onda do feminismo toma a noção de gênero como construção cultural e ganha bastante força na década de 1980. Marcando conquistas extremamente importantes aqui no Brasil, como a Constituição Brasileira, em 1988, que garante direitos iguais a homens e mulheres. 

 

Já a terceira onda ganha força no início do século XXI com traduções feitas da teoria queer, a qual questiona a noção de identidade da “mulher” como único sujeito a ser defendido pelo feminismo, incluindo na luta mulheres trans e homens trans.

 

Como pudemos ver, a noção de feminismo e o que é ser feminista pode se modificar ao longo dos anos, a depender de quais lutas e objetivos existam no momento. Contudo, o principal é a luta por direitos igualitários a todes.

 

História do feminismo 

 

Os movimentos feministas, que lutam pelos direitos civis das mulheres, existem desde o século XIX e podem sofrer transformações. Assim como a percepção do que é ser feminista pode mudar segundo o momento e espaço em que surgem, e conforme os objetivos de cada contexto.

 

Inicialmente, os movimentos feministas buscavam alcançar igualdade para os sexos, considerando os fatores biológico de sexo feminino e masculino. 

 

No século XX, conforme as mulheres foram conquistando seus direitos civis básicos (como acesso ao ensino formal, direito de votar e de ser votada, de ter posses e a guarda dos filhos em caso de separação, etc), os movimentos feministas e a produção de conhecimento passaram a adicionar outros objetivos à luta feminista e a ampliar o conceito de gênero.

 

punho levantado com raios representando o que é ser feminista

 

Na segunda metade do século XX, com Simone de Beauvoir, popularizou-se o conceito de que “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, ou seja, que corpos do sexo feminino são educados para serem e agirem como um determinado tipo de mulher desde que nascem. 

 

Diferentes movimentos feministas

 

Por outro lado, os movimentos feministas passaram a entender que as mulheres podem ser de múltiplos jeitos. A partir daí, surge uma percepção diferente sobre o que é ser feminista e um outro conceito: sexo e gênero são coisas diferentes; sexo é biológico, gênero é cultural. 

 

Em meados da década de 1980, o feminismo negro começou a apontar que os movimentos feministas até então tinham um estereótipo de mulher branca, rica, cristã e ocidental. Ou seja, ignoravam as diferenças entre as mulheres e não consideravam as diferentes realidades entre as mulheres; seja de raça, classe, sexualidade, nacionalidade ou outras nuances que marcam as nossas vidas. 

 

Com essas críticas internas ao feminismo, surgiu o feminismo interseccional. Ele permite pensar as diversas necessidades das mulheres; ampliar o que é feminismo; e o que é ser feminista para mulheres de todo o mundo.

 

Ao fim do século XX e início do século XXI, com a internet, o acesso à informação e a agilidade na comunicação permitiram que esses movimentos pudessem ganhar maior visibilidade e expandir seus conceitos. 

 

Atualmente, alguns movimentos consideram que os homens também podem ser feministas e pensar outros jeitos de ser homem, além do estereótipo do homem universal (branco, rico, cristão, ocidental, heterossexual, machista etc).  Afinal, o feminismo busca um mundo melhor para todes, e não só para as mulheres.

 

Feminismo e homens: como fica? 

 

Mas o que é ser feminista, quando se é um homem? Esses movimentos entendem que a expressão de gênero está ligada à construção da subjetividade de cada pessoa. Ou seja, com a maneira que cada um quer expressar feminilidades ou masculinidades.

 

Dentro do movimento, apesar de haver divergências, há quem defenda que homens podem ser feministas. Ou seja, eles podem e devem fazer parte da causa feminista. Principalmente para ouvirem os relatos de mulheres, refletir sobre seus próprios comportamentos e em como eles também são essenciais para criarmos uma sociedade mais igualitária.

 

E com todas essas percepções a respeito do que é ser feminista, chegamos à luta pela igualdade de gênero. Não mais como uma luta de igualdade apenas entre homens e mulheres, mas entre todas as pessoas. Independente dos gêneros nos quais se expressam, do sexo biológico ou qualquer detalhe que as pessoas carreguem em seus corpos.

 

Dessa forma, podemos dizer que a luta pela igualdade de gênero nos tempos atuais aponta a necessidade de olharmos para as pessoas conforme as suas individualidades.

 

A influência das redes sociais

 

Nas redes sociais existe muita discussão sobre o que é feminismo e o que é ser feminista. E, como aponta o estudo “Feminismo contemporâneo: as mídias sociais como ferramentas de resistência”, a internet e as redes sociais aumentam a visibilidade dessa discussão.

 

Dessa forma, sendo um mecanismo de informação instantânea, esses espaços virtuais podem se tornar lugares propícios para organizar e discutir pautas de luta a partir de interesses e inquietações em comum.

 

Ao abordar as angústias de diferentes mulheres, o espaço das redes sociais vem conseguindo ampliar todos os significados que o feminismo pode ter. Além de discutir o que é ser feminista nos dias de hoje. 

 

Contudo, é importante ressaltar que nem tudo o que vemos ou lemos merece credibilidade. Cabe a cada uma de nós pesquisar informações confiáveis, desenvolver pensamento crítico e tirar nossas próprias conclusões.

 

Quer saber mais sobre o assunto e ver como o patriarcado influencia as ações da sociedade até hoje? Entenda o que é mansplaining e como, mesmo com todos os avanços conquistados pelo feminismo, a luta feminista ainda deve continuar.

 

Referências:  Inauã Weirich. Graduada em história e mestre e doutoranda em ensino pela Universidade do Vale do Taquari (Univates). Linha de pesquisa sobre gênero e feminismo. Sarti, Cynthia Andersen. (2004). O feminismo brasileiro desde os anos 1970: revisitando uma trajetória. Revista Estudos Feministas , 12 (2), 35-50 Simone de Beauvoir e o movimento feminista: contribuições à Educação Livro Feminismo em Movimento, por Lia Zanotta Machado Livro Breve História do feminismo, por Carla Cristina Garcia Feminismo contemporâneo: as mídias sociais como ferramentas de resistência

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