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Existem diferentes tipos de hímen? Para que ele serve, afinal?

10 de novembro de 2020 | Por: Redatora E aí, rolou?

O hímen nada mais é do que uma membrana mucosa fina localizada no orifício de entrada da vagina. Falando de forma mais técnica, ele é o resultado do processo de tubulização da vagina durante o período embrionário. Mas você sabia que existem diferentes tipos de hímen? 

À medida que a menina passa por estágios da puberdade, a elasticidade dessa membrana aumenta, porém, como cada corpo é único, o hímen não segue, necessariamente, um padrão. 

A seguir, confira quais são os tipos de hímen existentes, para que ele serve e por que é associado por grande parte das pessoas à perda da virgindade. Entender o corpo feminino vai muito além de biologia, nesse caso específico, é preciso entender conceitos atrelados à sociologia, afinal, o hímen possui uma função social dentro de nossa sociedade.

Tipos de hímen

A classificação dos tipos de hímen varia bastante na literatura médica. É importante ressaltar que o objetivo dos estudos acerca do tema é mais voltado para a área perícia médica (em casos violência sexual, por exemplo).

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Você provavelmente viveu tranquilamente até hoje e seguirá vivendo por toda a vida sem saber qual é o seu tipo de hímen, já que essa informação raramente impacta nossas vidas, a não ser em casos extremos que requerem intervenção cirúrgica. De forma geral, o seu hímen só deve ser motivo de preocupação se você estiver sentindo dores ou desconfortos e tudo deve ser diagnosticado por um profissional de saúde. 

A seguir, confira os cinco principais tipos de hímen existentes de acordo com literaturas médicas disponíveis até o momento:

Hímen anular

O anular é o tipo de hímen mais comum entre as mulheres. Como o próprio nome já revela, essa membrana possui o formato de um anel. Com isso, o orifício localizado na região central proporciona que a menstruação passe sem grandes dificuldades.

Hímen imperfurado

Se por um lado o hímen anular é o mais comum e o que permite a passagem da menstruação de maneira tranquila, por outro, o hímen imperfurado é o tipo mais raro e não permite a passagem do fluxo menstrual e das secreções vaginais, pois a membrana não se abre, cobrindo totalmente a abertura da vagina.

A presença desse tipo de hímen pode ser percebida logo no momento do nascimento, no entanto, geralmente é se nota apenas quando as meninas estão na puberdade. Você deve estar se perguntando se isso traz algum tipo de desconforto para a menina, e a resposta para isso é: depende. Na maioria dos casos, a adolescente não apresenta dores nas regiões abdominais e/ou pélvica, no entanto, é possível que a menina sinta desconfortos urinários, como ardência e sensação de micção incompleta.

Portanto, no caso da menina possuir o hímen imperfurado, é necessário a realização de um procedimento cirúrgico para corrigir os problemas advindos dessa condição.

Hímen complacente

Este tipo de hímen possui uma abertura pequena se comparada aos demais, mas apresenta flexibilidade e possibilidade de ser rompido aos poucos, conforme a menina for tendo suas primeiras relações sexuais vaginais. Dito isso, não há motivo para espanto ou preocupação caso, mesmo já tendo feito relações sexuais, seu hímen nunca ter se rompido. Na verdade, em alguns casos o hímen é tão flexível e elástico que não se rompe nunca. 

Hímen cribiforme

Este tipo de hímen possui diversas aberturas muito pequenas, como se fossem espécies de furinhos, os quais permitem a passagem do fluxo menstrual e das secreções vaginais. 

Hímen septado

Este tipo de hímen possui uma faixa a mais de tecido na região central da membrana, fazendo com que a menina apresente duas aberturas na vagina em vez de apenas uma. O fluxo menstrual e as secreções vaginais fluem naturalmente para o canal externo da vagina. Vale ressaltar que, muitas vezes, a mulher pode não perceber essa camada de tecido extra.

Afinal, para que serve o hímen?

Falando de maneira biológica, o hímen não possui uma função conhecida no organismo. No entanto, por ser uma membrana que recobre a entrada da vagina, acredita-se que ele exerça certa proteção à parte interna da região vaginal antes da mulher dar início à vida sexual. 

Mas, infelizmente, o hímen levou a sua fama até os dias atuais por conta de uma única questão: a virgindade. 

A função do hímen é social

Para grande parte das pessoas, o fato do hímen não ter sido rompido indica a virgindade da mulher. Contudo, de acordo com a pesquisa “Hímen: fatos e concepções”, a membrana não é uma indicação precisa de virgindade. Portanto, é necessário conhecimento acerca da anatomia do hímen e de suas possíveis anormalidades para eliminar os equívocos existentes acerca disso.

Tendo em vista a maneira com que as pessoas fazem a associação do hímen com a virgindade, podemos dizer que sua função é social. O conceito acerca da marcação de virgindade é falho, e a medicina explica: algumas meninas rompem o hímen durante atividades físicas, enquanto outras possuem hímens elásticos, os quais nunca se rompem.

Vale ressaltar que a membrana pode ser rompida durante a masturbação, higiene íntima, colocação de absorvente, acidentes e até mesmo não em um, mas em vários atos sexuais de maneira progressiva. 

A crença popular de que é o rompimento de hímen que causa dor na primeira vez, por exemplo, é uma ideia equivocada. O hímen não possui inervação, ou seja, não existem nervos responsáveis por “sensações” nessa membrana. Dessa forma, não é o rompimento do hímen que causa dor. 

O que geralmente acontece é que, por se tratar de uma sensação nova e haver grande ansiedade, o desconforto da penetração sem lubrificação e relaxamento adequados provoca dor. Para evitar esse tipo de situação, é muito importante que a mulher esteja o mais tranquila possível, devidamente lubrificada e que a responsabilidade do ato seja dividida com um parceiro (a) atento (a) às inseguranças e aos anseios existentes nesse momento.

Além disso, é importante falar sobre a ideia errada de que o hímen é rompido por meio da penetração do pênis. Como já foi dito, acidentes, atividades esportivas, utilização de absorventes internos e masturbação, por exemplo, podem fazer com que a membrana seja rompida. Ademais, nesse sentido, pouco se fala sobre as relações íntimas entre duas mulheres, o que pode, sim, ocasionar o rompimento do hímen. 

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Tendo em vista as informações citadas ao longo do texto, é importante ressaltar que, em caso de qualquer problema ou desconforto, o médico ginecologista é o profissional indicado para sanar suas dúvidas e realizar os procedimento necessários. 

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Referências:

Matheus Beleza, graduado em medicina pela Universidade Católica de Brasília, com residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Materno-infantil de Brasília.

Artigo – Fisiologia do sistema reprodutor feminino

Hegazy, Abdelmonem & Al-Rukban, Mohammed. (2012). Hymen: Facts and conceptions. health. 3. 109-115. 

The little tissue that couldn’t – dispelling myths about the Hymen’s role in determining sexual history and assault

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Por: Redatora E aí, rolou?


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