Início » Relacionamentos e sentimentos » Me sinto feia! O que fazer?

Relacionamentos e sentimentos

Me sinto feia! O que fazer?

14 de dezembro de 2020 | Por: Redatora E aí, rolou?

Olhar para o espelho e pensar “me sinto feia!” é uma realidade comum entre muitas meninas, afinal, há um padrão estético e uma ditadura da beleza sendo impostos e reforçados pela sociedade e pela mídia há muitos anos. 

Vale ressaltar que trabalhar a autoestima é um processo longo e ativo por parte da pessoa, que requer quebrar várias barreiras, se conhecer melhor e incluir práticas de auto-amor e autocuidado na nossa rotina… Pensando nisso, confira dicas e reflexões sobre nossa autoimagem e autoconceito.

Por que me sinto feia o tempo todo? 

A influência da sociedade sobre nós é muito grande. A gente nasce, cresce e vive a vida toda vendo determinados padrões de beleza estereotipados nos filmes, nas novelas e na internet.

As pessoas famosas, consideradas bem-sucedidas e as modelos de comerciais e propagandas geralmente seguem determinado padrão: corpos magros e definidos, peles sem espinhas, cabelo liso etc. 

Queremos te conhecer um pouco melhor.
Responda estas 3 questões em menos de 30 segundos e ajude a gente a produzir conteúdos ainda melhores para você!

Isso pode explicar o fato de você estar se sentindo feia o tempo todo. Afinal, o que a mídia mostra não representa, de fato, a realidade e a pluralidade existente nas mulheres. Pelo contrário, só reforça mais o padrão que eles querem vender, o qual é muito difícil de ser alcançado.

Esses padrões mudam um pouco ao longo do tempo, mas a simples existência de padrões de beleza e estereótipos ao longo das gerações é suficiente para que todo mundo que desvie um pouco desse padrão se sinta mal consigo mesma. 

Esses padrões não são sempre os mesmos, mas tendemos a sofrer muito a influência deles de qualquer forma, porque nascemos vendo esse tipo de coisa e ouvindo que determinado tipo de corpo é melhor ou pior.

Desde criança, todo mundo passou por alguma experiência assim, ou viu alguém passar por isso. Na escola, por exemplo, quando crianças, infelizmente, é comum ver alguém sofrer bullying por ter um corpo fora do padrão, entre outras diversas questões.

A mídia reforça muito esse padrão estético e é uma questão de não só reforçar determinado padrão, mas inferiorizar o outro, como se a felicidade, o bem-estar, o sucesso profissional e as relações pessoais só pudessem ser satisfatórias se você seguir o padrão tomado como ideal. 

O que é autoestima? Por que eu não tenho? 

Autoestima é uma visão muito subjetiva que a gente tem de nós mesmos. A autoestima não tem relação apenas com a aparência física, não é só sobre se eu me sinto feia ou bonita.

Geralmente, a autoestima vem associada também a uma percepção de valor pessoal, de como nos vemos e sentimos no mundo, nossa identidade , como vejo minhas relações, do quanto eu penso que sou competente, por exemplo. Então, envolve vários fatores que não só o aspecto físico.

Além dos padrões, pode haver muita influência na forma que fomos criados. Crianças incentivadas desde cedo a olharem para si e admirarem suas qualidades, podem ter uma autoestima mais elevada posteriormente.

Já crianças que, desde cedo, não têm esse mesmo olhar sobre si e que são constantemente cobradas e/ou inferiorizadas, pode levar marcas até sua vida adulta. Mas, esses são apenas alguns exemplos e possibilidades, já que a autoestima é um conceito abstrato e subjetivo e pode ter diversos fatores envolvidos. 

É importante lembrar que há diversas maneiras de se trabalhar a autoestima. E exercitar o auto-amor e a auto-empatia são fundamentais nesse processo. Mas, é importante lembrar que esse é um processo constante, que tem seus altos e baixos, assim como qualquer processo.  

Me acho feia, como mudar isso? 

É interessante lembrar que os padrões e estereótipos impostos pela mídia e pelas grandes indústrias têm um grande peso para que a gente se sinta desconfortável com nosso corpo, pois esses padrões vão para o lado oposto da realidade dos corpos femininos.

A ideia deles é que estejamos sempre descontentes, querendo mudar e consumir todos os tipos de produtos e serviços possíveis para essa mudança. 

Essa reflexão é muito importante para trabalhar a autoestima. Termos essa consciência é o primeiro passo. Além disso, a psicoterapia é um processo que pode ajudar muito.

Não é todo mundo que sente necessidade de procurar um psicólogo para fazer terapia, mas, em alguns casos, se há um incômodo muito grande a ponto de atrapalhar questões da nossa vida social ou outros aspectos, pode ser muito importante procurar ajuda profissional. 

Dicas para parar de sentir feia ou fora de lugar

Separamos quatro dicas para trabalhar sua autoestima e conseguir se amar mais e se ver com outros olhos. Confira:

Pare de seguir pessoas muito dentro do padrão ou contas que cultuam extremamente a beleza e o padrão estético nas redes sociais

Queremos te conhecer um pouco melhor.
Responda estas 3 questões em menos de 30 segundos e ajude a gente a produzir conteúdos ainda melhores para você!

A maioria das pessoas que a gente vê nas redes sociais têm todo um apoio para aparentarem vidas e aparências quase perfeitas, contando inclusive com tratamento de imagem.

Não vale a pena continuar sendo bombardeado todos os dias por mulheres com corpos irreais e inalcançáveis, porque sempre nos sentiremos frustradas por não alcançar aquele padrão inatingível.

Por isso, uma boa sugestão é parar de seguir quem faz você se sentir mal ou ficar se comparando com o que vê na rede. Sabe aquela pessoa que toda vez que você vê uma foto dela, você se sente feia ou inferior?

É interessante seguir mulheres que mostram nas suas redes seus verdadeiros corpos, sem edições de imagem, que mostrem como os corpos reais são, de fato.

Converse com amigas e outras meninas sobre o que você está sentindo

Conversando com outras pessoas ao seu redor, é possível perceber vivências e experiências parecidas. Quando conversamos e exploramos outras realidades, vemos que na verdade está todo mundo frustrado.

Todas nós somos muito diferentes, únicas e singulares. A sociedade funciona de uma forma que não é para as mulheres estarem 100% felizes com elas mesmas, o que torna este tipos de reflexão ainda mais importante.

Faça uma lista de mulheres que você admira muito

Podem ser mulheres famosas ou mulheres presentes na sua vida. Tente listar os motivos pelos quais você admira cada uma delas. Geralmente, no final, a gente vai perceber que as pessoas que a gente mais admira, ama e se espelha não têm nada a ver com o corpo.

Em geral, é por outras qualidades. Parar para olhar para esses atributos que a gente admira em outras mulheres e pensar ‘poxa, mas eu também tenho muito disso’ ou ‘isso aqui dá para eu trabalhar.

Invista em relações que te fazem bem

Para quem estiver com muita dificuldade nisso, a psicoterapia pode ajudar bastante, mas, de forma geral, perceba do lado de quem você está quando se sente tranquila consigo mesma, quando se sente suficiente, amada e confortável. É nesse tipo de relação que você tem que investir mais e priorizar.

A gente pode mudar uma coisa ou outra. Quando falamos em autoestima, não quer dizer que está proibido mudar alguma coisa em você ou que está proibido querer perder um pouco de peso, nada é proibido nem errado.

O problema é quando isso está acontecendo de uma forma que atrapalha a sua vida significativamente, afetando sua rotina, sua convivência e seu bem-estar. É importante, também, identificar de onde vem esse desejo de mudança para percebermos se não é mais um dos padrões estéticos inalcançáveis que são impostos para nós.

Não há problema algum em querer mudar determinada coisa em si mesma para se sentir melhor. Mas é importante refletir se essa mudança que eu quero fazer vem de um sentimento de ódio em relação ao meu corpo e, por isso, desejo mudar. Ou se há esse sentimento de amor e conexão com nosso corpo a ponto de querer melhorar para nós mesmas e não para os outros.

Com toda essa reflexão, é importante sempre estarmos atentas ao modo como estamos nos relacionando com nós mesmas e com nossos corpos. Se estamos sendo justos com nós mesmas e com o corpo que é nosso lar.

Praticar o autoamor, autocuidado e autoempatia nem sempre será uma tarefa fácil e gostosa, mas é muito necessária. Nos relacionarmos bem com nós mesmas é crucial para nossa autoestima e, consequentemente, nossa saúde. 

Queremos te conhecer um pouco melhor.
Responda estas 3 questões em menos de 30 segundos e ajude a gente a produzir conteúdos ainda melhores para você!

E aí, esse conteúdo te ajudou? Compartilhe com suas amigas, nunca é demais ressaltar o quanto somos lindas e especiais

Referências:

Mariana Gil, graduada em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduada em Psicologia Clínica Hospitalar pelo HC-FMRP-USP.

Fortes, Leonardo de Sousa, Cipriani, Flávia Marcele, Coelho, Fernanda Dias, Paes, Santiago Tavares, & Ferreira, Maria Elisa Caputo. (2014). Does self-esteem affect body dissatisfaction levels in female adolescents?. Revista Paulista de Pediatria, 32(3), 236-240

Gostou? Compartilhe!

Gostou? Compartilhe!

Por: Redatora E aí, rolou?


Deixe seu comentário